terça-feira, 29 de junho de 2010
Um poema por dia...
Vai-te, Poesia!
José Gomes Ferreira
Vai-te, Poesia!
Deixa-me ver a vida
exacta e intolerável
neste planeta feito de carne humana a chorar
onde um anjo me arrasta todas as noites para casa pelos cabelos
com bandeiras de lume nos olhos,
para fabricar sonhos
carregados de dinamite de lágrimas.
Vai-te, Poesia!
Não quero cantar.
Quero gritar!
José Gomes Ferreira
Vai-te, Poesia!
Deixa-me ver a vida
exacta e intolerável
neste planeta feito de carne humana a chorar
onde um anjo me arrasta todas as noites para casa pelos cabelos
com bandeiras de lume nos olhos,
para fabricar sonhos
carregados de dinamite de lágrimas.
Vai-te, Poesia!
Não quero cantar.
Quero gritar!
segunda-feira, 28 de junho de 2010
mp3
Voodoo Glow Skulls «Baile De Los Locos»
Um poema por dia...
Beijo
Jorge de Sena
Um beijo em lábios é que se demora
e tremem no abrir-se a dentes línguas
tão penetrantes quanto línguas podem.
Mais beijo é mais. É boca aberta hiante
para de encher-se ao que se mova nela.
É dentes se apertando delicados.
É língua que na boca se agitando
irá de um corpo inteiro descobrir o gosto
e sobretudo o que se oculta em sombras
e nos recantos em cabelos vive.
É beijo tudo o que de lábios seja
quanto de lábios se deseja.
Jorge de Sena
Um beijo em lábios é que se demora
e tremem no abrir-se a dentes línguas
tão penetrantes quanto línguas podem.
Mais beijo é mais. É boca aberta hiante
para de encher-se ao que se mova nela.
É dentes se apertando delicados.
É língua que na boca se agitando
irá de um corpo inteiro descobrir o gosto
e sobretudo o que se oculta em sombras
e nos recantos em cabelos vive.
É beijo tudo o que de lábios seja
quanto de lábios se deseja.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Mário Soares recebe Chave de Honra da Figueira da Foz
«Realiza-se no próximo dia 24 de Junho, Quinta-feira, pelas 12H00, no SalãoNobre dos Paços do Concelho, a Cerimónia de entrega da Chave de Honra da Cidade da Figueira da Foz, a Sua Excelência o Dr. Mário Soares.Esta distinção foi aprovada por deliberação de Câmara de 20 de Abril de 2010 evisa distinguir o Dr. Mário Soares e prestar-lhe público apreço, pelo valor das suas realizações e pela sua extraordinária acção em prol do Concelho da Figueira da Foz.
A Câmara Municipal da Figueira da Foz convida todos os figueirenses a estarem presentes na Cerimónia, assim prestando o seu reconhecimento pela referida acção em prol do Concelho»
Obs: Convite da Câmara da Figueira da Foz
O que vai ser do mercado municipal?
À beira de completar 118 anos de existência, o Mercado Eng. Silva da Figueira da Foz vive dias pouco pacifícos.
E parece que, ontem, uma determinada reunião na Câmara da cidade foi tudo menos tranquila.
A fazer fé nas palavras, no desabafo, do meu amigo Custódio Cruz, cheira-me que o caldo está entornado...
Há algum tempo atrás escrevi, por aqui, que esta coisa da remodelação do mercado ia acabar à solha e à peixeirada. Oxalá me engane mas parece-me que isto não vai acabar bem...
E parece que, ontem, uma determinada reunião na Câmara da cidade foi tudo menos tranquila.
A fazer fé nas palavras, no desabafo, do meu amigo Custódio Cruz, cheira-me que o caldo está entornado...
Há algum tempo atrás escrevi, por aqui, que esta coisa da remodelação do mercado ia acabar à solha e à peixeirada. Oxalá me engane mas parece-me que isto não vai acabar bem...
Um poema por dia...
Posso escrever os versos mais tristes
Pablo Neruda
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros lá ao longe".
O vento da noite gira no céu e canta.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu amei-a e por vezes ela também me amou.
Em noites como esta tive-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.
Ela amou-me, por vezes eu também a amava.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que já a perdi.
Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
Importa lá que o meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.
Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
A minha alma não se contenta com havê-la perdido.
Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a.
O meu coração procura-a, ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores.
Nós dois, os de então, já não somos os mesmos.
Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei.
Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido.
De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos.
Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda.
É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.
Porque em noites como esta tive-a em meus braços,
a minha alma não se contenta por havê-la perdido.
Embora seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.
Pablo Neruda
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros lá ao longe".
O vento da noite gira no céu e canta.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu amei-a e por vezes ela também me amou.
Em noites como esta tive-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.
Ela amou-me, por vezes eu também a amava.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que já a perdi.
Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
Importa lá que o meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.
Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
A minha alma não se contenta com havê-la perdido.
Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a.
O meu coração procura-a, ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores.
Nós dois, os de então, já não somos os mesmos.
Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei.
Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido.
De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos.
Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda.
É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.
Porque em noites como esta tive-a em meus braços,
a minha alma não se contenta por havê-la perdido.
Embora seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Um poema por dia...
Em ti o meu olhar fez-se alvorada
Florbela Espanca
Em ti o meu olhar fez-se alvorada,
E a minha voz fez-se gorgeio de ninho,
E a minha rubra boca apaixonada
Teve a frescura do linho
Florbela Espanca
Em ti o meu olhar fez-se alvorada,
E a minha voz fez-se gorgeio de ninho,
E a minha rubra boca apaixonada
Teve a frescura do linho
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Um figueirense no Mundial de Futebol

O avançado português, Hugo Almeida marcou um dos sete golos de Portugal frente à Coreia do Norte, hoje, na segunda jornada do Grupo G, no Mundial de futebol África do Sul 2010.
A Figueira da Foz também está no Mundial com o jogador, natural da freguesia de Buarcos, em grande plano.
FORÇA HUGO ALMEIDA. SEMPRE EM FRENTE.
mp3
U2 "Where The Streets Have No Name" (Live At Slane Castle)
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